quarta-feira, 22 de abril de 2009

gentil [mente]

quando seu sorriso fixou em meus olhos
quase que acreditei em meus sonhos
quase que lhe dei meu corpo
quase joguei fora meus monstros
dei-lhe sim minha paciencia meus medos minha solidão efusiva
buscando uma solução falsa e tranquila pra tua infantilidade insegura
controlei meus horario para que coubecem nos teus
mas os teus são tão pequenos e os meus tão infinitos
lhe contei sobre minha paixão pelo horizonte desta cidade
quase mato-me inteira para preservar tua metade

e, ah...

de que valeu isso tudo, senão para devolver os meus medos, assustar os meus monstros, invadir meus pulmões e bombear o meus sangue com a velocidade de uma montanha-russa?

...

Abriste a porta para mim e me trancaste do lado de fora.
Essa loucura da manhã
Que entorpece, como os vestígios curtidos da noite anterior
A manhã é sempre maior
E manhãs assim gradiosamente posteriores
Claramente nubladas,assombradas pela noite
Ressaca; Sem doses
Ressaca; Falsamente ingênuas
Minha festa infantil,nociva.
Essse cheiro da manhã,esse gosto na boca, por trás do creme dental
Esse gosto nauseante, de um coração acelerado
E os olhos inchados,trincados, que só adormecem pelo corpo inundado, que implorava por um desmaio.
Eu bebi demais,caro amigo, bebi demais dessa tua saliva destilada.
Me doeu a cabeça, e o mundo girou aos meus pés.
Sim! Eu tenho certeza,estive embriagada!
É que, apenas, bebi demais...
E o sol da manhã trouxe a ressaca,
Que a lua guardou, se inchou,e ficou tão grande e bela...
noite passada.

sábado, 4 de abril de 2009

declarações às 4 da manhã

sair de casa, não é só sair de casa.
é lembrar de casa como qualquer lugar que você fica muito tempo sem ver.
é olhar para as novas paredes, para o novo piso, e a nova mobilia e fingir todos os dias que eles são parte de você.
é dizer toda manhã que aquele sol é exatamente igual ao sol que te acordava toda manhã na cidade da garoa.
olhar para a avenida sete de setembro, e garantir que é mais bela que a avenida paulista.
não, eu não tenho certeza de todas essas certezas que eu venho me obrigando a sentir, a saudades me dói, como dói um beliscão inacabado.
dói mais ainda a saudades das coisas novas, das coisas que acontecem sem mim...e não, eu não tenho certeza dessa certeza que tenho colocado no meu olhar, no meu andar...
eu sinto medo desse lugar novo, que é meu, eu sei , só meu, e isso sim me assusta...e me maravilha!
eu sinto saudades dos meus irmão, como eu nunca senti antes, eu tenho medo de falar com meus pais no telefone,eu evito lembrar do cheiro da minha casa todos os dias.
Não, eu não lembro de nada, eu não posso lembrar de nada...eu ainda não consigo!
E eu sinto falta dos meus amigos, e eu tenho cada vez mais certeza do quanto eu os amo, eu amo todos como eu jamais imaginei que eu pudesse amar.
eu amo minha família, e minha vida.
e amo saber que eu tenho força o suficiente pra estar aqui, pra crescer aqui.e claro que está sendo dificil, mas eu luto todos os dias por um pedacinho disso aqui dentro de mim, pra amar cada passo que eu dou aqui.
por isso, eu tenho sido meio fria com o lado de lá, por que se por algum momento eu lembrar o quanto eu sinto falta da minha vida metropolitana, eu acho que piro.
eu amo tanto vocês.

sexta-feira, 20 de março de 2009

susto.

sufoco.
tentando sair do sufoco.
tentanto gastar o sufoco.
me sufocando mais.
beleza que sufoca,
armário vazio que sufoca,
e esperança de um dia sair do sufoco.

sexta-feira, 13 de março de 2009

prender à emoções?

e então você chega, com o olhar propositalmente perdido, e fixa-o no meu por momentos tão pequenos.Diz-me, com as mãos em meus cabelos sobre seus segredos tão pouco secretos.Deixa minhas orelhas pegando fogo,chamas de uma curiosidade banal,fútil,ácida.Tão pouco dura, tão pouco dura sua instancia de conquista.Como tantos, você mal sabe o que dizer.
e então você chega, comos lábios tremendo, não sei se por motivos momentâneos, ou por uma vulgaridade insegura que vocês tanto escondem no meio das pernas.O medo é meu, teus lábios tremem,o medo é meu,tuas mãos invadem lugares sem motivos,o medo é meu, mas brilha em teus olhos.Tá, o medo não é realmente meu. A fantasia sim, uma fatalidade poderia tomar-nos, e transformar-mos em seres mutantes.Você Wolverine e eu Vampira.e no fim das contas, meus tuas garras são tão grandes quanto as minhas.
o beijo não precisa ser bom, pelo menos não pra mim.O abraço sim, este tem que me confundir,e só me confundiu querê-lo ou não.
e então você fica, enquanto eu vou embora, com a certeza de que não há nada de errado.e não há mesmo.O olhar firme, o abraço recusado.E um adeus , meio pra baixo.
Com menos importancia...Cada vez menos.
Terrivelmente menos.
e ah, você não tem idéia de que eu sou.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

e lá se vai...se foi.

"Flor de ir embora
É uma flor que se alimentado
Do que a gente chora
Rompe a terra, decidida,
Flor do meu desejo
De correr o mundo afora
Flor de sentimento
Amadurecendo, aos poucos,a minha partida
Quando a flor abrir inteiramuda a minha vida
Esperei o tempo certo
E lá vou eu, e lá vou eu flor de ir embora,
Eu vou agora esse mundo é meu."

sábado, 14 de fevereiro de 2009

his lesbian.

A vida às vezes dá uma revira volta. Daquelas que a gente sempre imaginou, mas nunca pensou em realizar, vida às vezes nos dá uma rasteira, dessas que sempre aparecem nos textos mais comuns entre as correntes internautas.
Eu não quero que me digas que estou errada. Eu não estou. Dessa vez não é o ardor do meu estômago, ou o palpitar do meu coração, não é...Não é.
É o meu amor a brotar pela boca. Pela boca seca. Amor que me deu medo e me escorreu pelas pernas, de tempos atrás, das escadarias...O mesmo líquido que eu deixei tantas vezes escorrer de meus olhos. E agora, o que eu faço com as minhas mãos suadas, e com todo o suor, que ainda molhou tuas calças?
É, essa é a hora de ir embora. Como disse você, tivemos três anos para isso, porque agora? Eu lhe digo, meu amor, que sou uma romântica interminável, inderrubável,e louca, dos pensamentos enojáveis, e tão nocivos.
E romances só são romances quando são inacabados.
O nosso “inacaba” por aqui pra que não acabe...Pra que não acabe jamais.
Eu amo você, e eu amo o medo que sinto por teu sexo, por meu sexo e o teu.
O medo que sinto da falta de confiança, e do excesso de promiscuidade que eu demonstro e não sou.
Vai ficar tudo bem, você verá...Eu sou tudo isso em grande escala pra deixar acabar.

“Dia perfeito. Pára na esquina e apenas diz ‘godbye’... Oh ‘ She really has the groove!”.