sábado, 29 de maio de 2010

Recapitulando :




"Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra."


"Olha guria,não sei quem é você...Nem sei o que quer neste deserto.
mal compreendo tuas palavras, mas sinto-as como não sinto nem as minhas,e reconheço-as como não reconheço nenhuma.
E pode parecer bobagem ,exagero ou ilusão, mas é com você que eu aconteço!
E pouco me importa se você se parece comigo,do jeito certo,ou do avesso...
É você que sinto vontade de levar ao horizonte!
Inteiramente,só sentir."

Como eu tinha tanta certeza,minha menina, que você seria a única que me levaria ao horizonte?

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Completude


Quanto tempo vai demorar até que você tome coragem e pergunte sobre meus passos?
Ah, eu gostaria tanto de saber dos teus!
Eu fecho os olhos,e posso vê-los marcando o caminhos.Pode ser complicada a primeira vez,mas você verá que depois será gostoso e até viciante,e de repende, te completará...
O tempo que já se tornou tão longo,passa a não fazer mais sentido, e é como desenhar no ar...tudo toma forma, e derramam cores!As mais belas e nostalgicas cores.
E eu lhe diria : "Sorria pra mim,vamos! Sorria para o mundo!"
E de repente tudo se completa.
E como se já não bastasse ser,agora, seria preciso completa
r!

terça-feira, 25 de maio de 2010

de volta.

araraquara já não é mais a mesma.
o que não sei resolver é se isso é bom ou ruim.
o namoro dessa vez não foi tímido,mas foi imensamente mascarado, e até fútil,se assim posso dizer.
senti saudades de pouca coisa,ou pouco me deixei lembrar.
caí nos braços ensolarados de araraquara como se de lá fosse nativa,como quem já está cansada da mesma visão.
não chorei na volta, voltei sorrindo, pedindo perdão...pedindo carinho pra ninguém,sentindo um aperto no peito e outro na mão.
Disseram-me que eu faço falta, e eu apenas sorri, como quem não sabe como dói sentir assim.

domingo, 6 de dezembro de 2009

o dia seis.

Agora é hora de "manter a espinha ereta, a mente aberta e o coração tranquilo".
[...]
e dizer adeus, minha cara,
como pudemos esquecer desta parte?

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

aos desencontros .

Hei! Será que você consegue ver que o que importa nesse mundo é o amor

E que todo o resto é loucura do percurso?

Será que você vai conseguir entender o quanto sou recheada de amor incondicional por esse mundo de cá, e pelo mundo de lá?

Você nem ao menos conhece as ruas pelas quais eu caminhei, nem as vezes que eu sentei sozinha nas calçadas de uma cidade perdida no mundo pra poder olhar as nuvens gordinhas.

Nunca te contei das vezes que eu perdi pessoas que eu amava, nem das vezes que eu chorei por rever os amigos, ou por ter medo do escuro.

Hei menina, não é assim, a gente não pode brincar assim. Porque uma hora a gente percebe que o céu não acaba no azul que podemos ver, e que as nuvens não são de algodão, e que o coração de uma garota vai ser sempre de cristal.

E tudo continua assim, como na Av. Paulista, as pessoas passam e elas nunca têm nome, elas nunca têm nada além de uma roupa, uma cara medíocre ou simpática.

E vai ficando no disse-e-não-disse, e tudo que vemos são máscaras, e julgamos nada mais, nada menos, que máscaras.

Já te contei das maldades que fiz? Dos apelidos que já coloquei em alguma colega de colégio?

Já lhe mostrei meus poemas, e o quanto eu gosto de arte?

Ah, menina, já me viu em cima de um palco italiano, com os olhos em chamas?

Chamam-me por todos os lados, chamam-me de nomes bonitos, e gostam do meu coração em cena.

Contei-lhe, alguma vez, sobre meus ideais utópicos, sobre minha militância fora de hora, sobre meu senso exagerado de justiça? Ou ao menos, assistimos um filme de amor, ou de comédia, juntas, e eu roubei toda a sua pipoca fazendo cara de “não fui eu!” ?

Seja então, da forma mais terrível do meu ser, já me viu de TPM, gritando por todos os cantos, e chorando porque não querem me ajudar a lavar a louça?

Não.

E tudo que vistes fica nos três pontinhos dentro de colchetes, que não representam um terço do que eu sou.

[...]

Eu só queria que tivesse visto tudo isso antes de qualquer coisa fazer um sentido distorcido pela imaginação.

Quem sabe um dia isso tudo faça mais sentido do que está fazendo hoje, e as peças possam se unir e o amor ser mais importante que qualquer dor, que qualquer julgamento.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

[outras rosas]

o sono já não é o mesmo de algumas noites atrás.
meu deus, eu preciso tanto pensar,
mas incrivelmente é tudo que eu tenho feito nos últimos dias.
hoje, faltou-me o ar,
e a chuva que trouxe um aspecto inovador
ainda não me trouxa novas inspirações.
eu tenho medo.
já tive tantos.
não consigo decidir para qual lado pular,
e eu sei que para qual lado eu for,ela estará comigo
gravada em meu peito, apertando minha mão
como disse-me teus olhos desde a primeira vez que toquei em sua pele.
eu estive louca,por ela e por tudo que a cercava.
eu estou apaixonada, por todas as rosas do mundo, como suas cores fartas,
suas pétalas macias, e seu espinhos afiados...
todo esse roseiral, meu bem, que eu vejo nos teus grandes olhos.
estou lendo e relendo todos os noticiários,
na esperança de novamente atar laços
com o mundo.
Ah, garota! eu fecho os olhos, e tudo bem, hoje eu não insisto em dormir,
mas eu gostaria tanto que me concedesse essa dança, a música está tão mansa
e quem sabe, minha estrelinha, o bailar de uma canção envolvente não nos levaria
ao nosso jardim?
e o sono pousou sob o travesseiro...
e voltou a chover,
logo cedo, vai florecer lindas rosas azuis.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Não, não deveria ter me escrito. Eu ainda tenho dezessete anos, ou até mesmo dezesseis. Deverias respeitar minha infantilidade. Meus pontos finais, que mal cabem nessas expressões pré-fabricadas. Tem hora que não cabe. Ah, você sabe. Sabe que eu sou chorona, que meu coração é mole, e que meus olhos são úmidos. Talvez não saiba que ando um pouco mais frágil, talvez sejam os dezoito anos, parece que quanto mais tempo passa, mas a gente fica desbotado. E desbotar leva nossas fortalezas.
Fazia tem que eu não olhava pra você. Pras tuas conversas, pros teus papos, pras tuas frases blasés.Tuas conquistas imutáveis.Ah, Meu Deus, você mudou e eu nem notei, você notou e eu nem ao menos mudei.
Você ainda me irrita tanto.Eu não te esqueço.E eu sei, tem que ser assim.Eu vou casar, como o tempo dizia que seria, de véu e grinalda e imaginações, e talvez muito mais imaginações do que qualquer vestimenta.
Na verdade, eu estarei nua.E mesmo nua, ninguém vai ler meus pensamentos.Eu estou tão feliz com ela.Tão cheia de uma esperança com cara de amor, tão cheia de um amor renovado
E deixa o resto pra lá, é minha bipolaridade, e é resto.